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O custo invisível da desorganização nas clínicas pressiona caixa e reputação no início de 2026

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Atualizada há 5 meses

Falhas operacionais acumuladas ao longo da rotina afetam faturamento, experiência do paciente e capacidade de crescimento das clínicas

Falhas de organização interna, muitas vezes tratadas como problemas pontuais do dia a dia, têm gerado impactos financeiros e operacionais relevantes em clínicas médicas e odontológicas no início de 2026. Retrabalho, atrasos no atendimento, falhas de comunicação entre equipes e gargalos no agendamento comprometem não apenas a experiência do paciente, mas também o faturamento e a reputação dos serviços de saúde, em um momento de custos elevados e maior pressão por eficiência.

Levantamentos do setor indicam que clínicas com processos pouco estruturados tendem a perder receitas por faltas não gerenciadas, horários ociosos e cancelamentos mal administrados. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam que ineficiências operacionais podem consumir até 20% do potencial de receita de empresas de serviços intensivos em agenda, como é o caso da saúde. No Brasil, onde despesas fixas como folha de pagamento, aluguel e insumos seguem em alta, esse desperdício passa a pesar diretamente no resultado.

Para o Dr. Éber Feltrim, especialista em gestão de negócios na área da saúde e fundador da SIS Consultoria, a desorganização costuma ter origem em processos que nunca foram mapeados ou revisados de forma estruturada. “Muitas clínicas crescem em volume de atendimentos, mas mantêm rotinas informais. Isso gera retrabalho, dependência excessiva de pessoas-chave e falhas que se repetem diariamente sem que o gestor perceba o impacto financeiro real”, afirma.

O problema aparece com frequência já no primeiro contato do paciente com a clínica. Agendas sobrecarregadas, confirmações inexistentes ou feitas de forma manual e informações desencontradas entre recepção e equipe assistencial ampliam atrasos e insatisfação. Pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a Docway, mostra que o tempo de espera e a dificuldade de agendamento estão entre os principais motivos de reclamação de pacientes em serviços de saúde privados.

Segundo Feltrim, o pós-consulta também costuma ser negligenciado. “Quando não há um processo claro de acompanhamento, a clínica perde oportunidades de retorno, adesão a tratamentos e fidelização. Isso não é apenas um problema de atendimento, mas de gestão”, diz. Ele destaca que falhas nessa etapa reduzem a taxa de recompra e aumentam a dependência constante de novos pacientes para sustentar o faturamento.

O mapeamento de processos surge como uma das principais ferramentas para corrigir esses gargalos antes que o primeiro semestre avance. A prática envolve desenhar, revisar e padronizar etapas como agendamento, atendimento, fluxo de informações, faturamento e comunicação interna. Estudos da Deloitte indicam que organizações de saúde que revisam processos de forma sistemática conseguem reduzir custos operacionais em até 15% e melhorar indicadores de satisfação do paciente.

Para o especialista, o início do ano é um período estratégico para esse tipo de ajuste. “O início do ano expõe com mais clareza as falhas acumuladas. Quem usa esse momento para organizar processos, definir responsabilidades e estabelecer indicadores consegue atravessar o semestre com mais previsibilidade e menos desgaste”, afirma Feltrim.

Em um setor cada vez mais pressionado por margens estreitas e maior exigência do consumidor, a desorganização deixa de ser um problema invisível e passa a representar um risco concreto ao negócio. Corrigir gargalos operacionais, antes que eles se tornem parte da cultura da clínica, é uma das decisões que podem separar crescimento sustentável de perda silenciosa de resultados ao longo de 2026.

Sobre a SIS Consultoria de Negócios

A SIS Consultoria pertence ao grupo SIS, com sede na cidade de Assis/SP. Com grande know-how e eficácia técnica na área de saúde, busca oferecer estratégias de qualidade para as empresas. Há mais de 30 anos no mercado, apresenta hoje significativa expansão e tem sua área de atuação em mais de 170 cidades do nosso país. A SIS busca, por meio de uma equipe ética e comprometida, promover o diferencial do seu negócio como ferramenta para o sucesso.

Para mais informações, acesse o site ou o Instagram.

Sobre o Dr. Éber Feltrim

Especialista em gestão de negócios para a área da saúde, começou a sua carreira em Assis (SP). Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas.

Acesse https://eberfeltrim.com.br/.