Voz do Vale
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Governo de SP já entregou seis Casas Terapêuticas e planeja outras nove para o primeiro semestre de 2025

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Atualizada há 1 ano
Serviço tem foco na superação de transtornos causados por uso de substâncias psicoativas
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), entregou um total de seis Casas Terapêuticas desde o início de 2023. O serviço, criado pela atual gestão, já funcionava nos bairros de Santana e Vila Mariana, além dos municípios de Osasco e Guarulhos. Neste ano, foram inauguradas na capital as unidades de Santo Amaro e Cursino. No primeiro semestre de 2025, a previsão é entregar na capital duas unidades na zona norte, duas na zona leste e duas na zona oeste, além de mais três no interior do estado, totalizando 9 unidades.
As Casas Terapêuticas são serviços de acolhimento terapêutico residencial com foco na superação dos problemas relacionados à situação de rua agravados pelo transtorno por uso de substâncias. O objetivo é a conquista da autonomia de renda e moradia. Sua metodologia é inovadora e foi desenvolvida para romper com quaisquer aspectos de institucionalização e garantir um processo de intervenção baseado em evidências científicas associadas ao acolhimento em modelo residencial.
Com capacidade de atender até 45 novos casos por semestre em cada unidade de serviço composto por um conjunto de três residências distintas, as Casas Terapêuticas já acolheram um total de 342 pessoas. “Essa expansão reflete o comprometimento da atual gestão com as populações mais vulneráveis. Ao combinar conhecimento técnico, atendimento humanizado, infraestrutura adequada e apoio especializado, estamos transformando a vida de muitas pessoas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
O serviço conta com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, socioeducadores, entre outros, além de oferecer mentoria e tutoria para educação financeira. No total, são quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Durante esse processo, que pode durar até dois anos, os acolhidos reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização, além de participarem de psicoterapias individuais, educação financeira, atividades socioeducativas e culturais.
As potencialidades de cada indivíduo também são desenvolvidas com o incentivo para o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho, até a conquista da autonomia, com renda e moradia. Após a finalização das etapas, o acolhido continua sendo acompanhado pela equipe técnica para prevenção de recaídas e também é inserido nas unidades de serviços de apoio e suporte denominadas Espaços Prevenir.